Já vi projeto bom ser devolvido por detalhe besta. Já vi projeto ruim passar por sorte. Mas a maioria dos arquivamentos acontece por erros evitáveis — os mesmos, repetidos por gente diferente. Lista rápida.
Os dez erros
- CPF ou CNPJ irregular. Tributo em atraso, FGTS, CADIN. O sistema barra antes mesmo da análise.
- Objeto confuso. O projeto não diz claramente o que vai fazer, onde, quando e para quem.
- Enquadramento errado. O projeto não atende a nenhum inciso do Art. 3º.
- Orçamento inflado ou sem justificativa. O parecerista glosa, e o projeto perde credibilidade por inteiro.
- Ausência de contrapartida social. Principalmente em projetos com cobrança de ingresso.
- Acessibilidade ignorada. Desde 2015, é exigência legal — e continua sendo esquecida.
- Portfólio fraco. O proponente não comprova capacidade técnica para executar o que propõe.
- Documentação incompleta. Estatuto, ata, procuração, certidões.
- Plágio. Copiar projeto de outro proponente é motivo de arquivamento e pode gerar punição.
- Ignorar prazos. O SALIC tem prazo para recurso, para adequação e para prestação de contas. Quem perde prazo, perde o projeto.
Os erros operacionais, depois da aprovação
Tem também a segunda leva, que derruba projeto já aprovado: não cumprir os 10% de captação para entrar em adequação, não atingir os 20% que liberam a execução e não comunicar alterações ao Ministério. São marcos da fase de execução que muita gente descobre tarde demais.
A lei é burocrática, mas não é injusta. Quem segue as regras, passa. O que ela não perdoa é improviso.
O teste final antes de enviar
Antes de submeter, leia o projeto como se fosse um parecerista que nunca ouviu falar de você, não conhece a sua cidade e não sabe o que você faz. Se você não entender o que está escrito, ele também não vai — e ele não tem como perguntar.












